• Mayara Brunheroto Lourenço

HPV não escolhe sexo, prevenção é atitude. Vacine-se!


Por que o HPV preocupa tanto as pessoas?

HPV é a doença sexualmente transmissível mais frequente, causada por um vírus que atinge a pele e as mucosas, podendo causar verrugas ou lesões precursoras de câncer, como o câncer de colo de útero, garganta, ânus ou pênis.

Apesar de haver mais de uma centena de tipos de HPV, a maioria das infecções é causada por quatro variantes : tipos 6, 11, 16 e 18.

Até o momento foram desenvolvidas e registradas duas vacinas para o HPV. A vacina quadrivalente recombinante, que confere proteção contra HPV tipos 6, 11, 16 e 18- licenciada para meninas e mulheres de 9 a 45 anos e meninos e jovens de 9 a 26anos. Já a vacina bivalente, confere proteção contra as variantes 16 e 18- licenciada para todas as meninas a partir dos 9 anos.

Esquema de doses

• Para meninas e meninos de 9 a 14 anos são indicadas duas doses, com intervalo de seis meses entre elas (0 - 6 meses).

• A partir dos 15 anos, são três doses: a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose (0 - 1 a 2 - 6 meses).

• Independentemente da idade, meninas e mulheres imunodeprimidas por doença ou tratamento devem receber três doses: a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose (0 - 1 a 2 - 6 meses).

A vacina de HPV pode ocasionar algum tipo de câncer?

A vacina contém apenas a cápsula e não tem material genético, ou seja, trata-se de vacina inativada, sendo assim não tem como causar algum tipo de câncer ou doença.

Em que casos a vacina do HPV não deve ser administrada

Pessoas que apresentaram anafilaxia após receber uma dose da vacina ou a algum de seus componentes e gestantes. É aconselhável que a mulher engravide 1 mês após a terceira dose de vacinação, e se a mulher engravidar durante o período de vacinação é importante informar seu médico. Todavia, nenhuma malformação fetal foi detectada em filhos de mulheres que não sabiam que estavam grávidas quando receberam a vacina. Quando a gestação tem início antes de o esquema estar completo, deve-se suspender a vacinação e retomá-la após o parto. Quanto a amamentação, não há restrições.

As vacinas são de uso exclusivamente preventivo, não tendo nenhum papel no tratamento de lesões genitais ou na eliminação de infecções pelo HPV prévias. Mesmo que uma pessoa já tenha tido verrugas vaginais, poderá se beneficiar da vacina para protegê-la dos tipos mais oncogênicos, se ela ainda não entrou em contato com esses agentes.

Ainda que o ideal seja a administração da vacina para pré-adolescentes, antes do início da vida sexual, quando são maiores as chances de prevenir a infecção antes da exposição, também existe benefício para pessoas que já têm vida sexual ativa.

Deve-se ressaltar a importância ao se vacinar os meninos, já que há um beneficio direto para eles e outro, indireto, para as mulheres, diminuindo também a incidência de câncer de colo do útero.

A mulher vacinada precisa continuar fazendo o exame de prevenção para o câncer do colo uterino e ter relações sexuais com preservativos ?

É importante destacar que a vacina HPV não substitui a realização regular do exame de Papanicolau e muito menos o uso de preservativo, pois a vacina não protegerá contra todos os tipos de HPV e não protege contra outras DST como sífilis, gonorréia, HIV, etc.

A vacina HPV pode ser administrada concomitantemente com outra vacina?

A vacina HPV quadrivalente pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, sem interferências na resposta de anticorpos a qualquer uma das vacinas.

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