• Simone Bello

Pneumonia tem vacina


Segundo dados da ANVISA, a cada 10 casos de pneumonias em pacientes internados, três são causados pelo pneumococo o que representa 1,6 milhão de mortes no mundo, principalmente em crianças e idosos.

As doenças pneumocócicas são infecções causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, também conhecidas como pneumococo. Elas podem ser classificadas como invasivas como as pneumonias bacterêmicas, meningite, sepse e artrite e não invasivas como sinusite, otite média aguda, conjuntivite, bronquite e pneumonia.

Para prevenir a pneumonia existem duas vacinas na rede particular, a Prevenar 13, para infecção pelos tipos mais circulantes da bactéria pneumococo indicada a partir dos dois meses, sem limite de idade.

Já a vacina P23 geralmente é indicada para pacientes de risco e para idosos, como complemento da vacina Prevenar, mas também é indicada por alguns pediatras para crianças acima de 2 anos de idade.

De acordo com a Dra Eline Troian – responsável pelo Cevacine -Centro de Vacinação, a recomendação de posologia para adulto é primeiro o paciente faz a Prevenar 13, depois de seis meses complementa com p23 e depois de cinco faz mais um reforço com a p23.

A doença pneumocócica pode levar a infecções graves nos pulmões (pneumonia), no sangue bacteremia – (disseminação da bactéria pelo sangue / sepse – infecção generalizada) e nas meninges, membrana que reveste o cérebro (meningite). Bacteremia e meningite são infecções pneumocócicas invasivas, normalmente muito graves, que levam à hospitalização ou até mesmo a morte.

Os sinais e sintomas típicos de pneumonia são tosse produtiva, febre e detecção radiográfica de um infiltrado. A dor pleurítica persistente sugere empiema (derrame pleural, geralmente em que se detecta a presença de pus na cavidade), a complicação mais comum da pneumonia pneumocócica.

A transmissão da pneumonia é disseminada através de gotículas de saliva ou muco, como por exemplo, quando as pessoas infectadas tossem ou espirram. Estas pessoas podem ser portadoras do pneumococo sem apresentar sinais ou sintomas da doença, mas podem infectar outras pessoas. Os portadores mais frequentes são as crianças pequenas.

Dra Eline salienta que a prevenção, por meio da vacina contra a doença pneumocócica, é a melhor maneira de se proteger contra o pneumococo e auxilia a diminuir a disseminação da bactéria na comunidade.

Fonte: www.paranashop.com.br

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